LEMOS, Gleice Amélia
Gomes; FERREIRA, D. A.; SILVA, M. L. A.; MARTINS, C. R.; PAULA, K. F.
TV digital:
experiência de migração em um projeto de alfabetização de jovens e adultos In:
TV digital [recurso eletrônico]: o desligamento do sinal analógico e a
adaptação dos telespectadores.1 ed. Brasília : Universidade Católica de
Brasília, 2017, v.1, p. 17-274.
TV digital: experiência de migração em um projeto de alfabetização de jovens e adultos
Cristiane Rodrigues Martins
Dailene Alves Ferreira
Gleice Amélia Gomes Lemos
Katiene Fernandes de Paula
Maria de Lourdes de Almeida Silva
Introdução
Para iniciar este relato, cabe fazer uma breve apresentação
de um projeto de extensão da Universidade Católica de Brasília
– Projeto Alfabetização Cidadã – uma vez que a experiência aqui
relatada está atrelada aos objetivos dessa ação social e ao contexto
metodológico que o projeto se propõe a desenvolver.
O Alfabetização Cidadã é um projeto de extensão universitária que visa à alfabetização de pessoas jovens e adultas. Iniciado no
ano de 1993, se propõe a alfabetizar adultos a partir de 18 anos de
idade que não tiveram acesso e/ou condições de se escolarizarem
na idade recomendada pelo MEC.
Aos 24 anos de existência, esse
projeto, por meio de diversas parcerias, muito contribuiu e contribui
para a erradicação do analfabetismo no Brasil.
Desde 2010, o Alfabetização Cidadã concentra suas atividades
somente no Distrito Federal e entorno, em parceria com o
Rotary Club Distrito 4530 e a empresa Sustentare Ambiental, que
presta serviços de limpeza e coleta de lixo ao Serviço de Limpeza
Urbana do Distrito Federal (SLU/DF).
O curso de alfabetização é constituído por módulos com duração
de nove meses, sendo um módulo para a capacitação inicial
de alfabetizadores e os demais para realização das aulas.
A
metodologia está fundamentada no letramento de pessoas jovens
e adultas na perspectiva sócio-histórica. A concepção sócio-histórica busca desenvolver uma proposta educacional em que, na construção
do conhecimento, não apenas se contemple ou interprete a
realidade, mas que essa união com a realidade concreta, presente
no cotidiano, seja um compromisso com a sua transformação. Os
participantes, nessa concepção, são homens históricos, reais, e a
língua ocupa um lugar privilegiado como meio de comunicação e
como mediadora na formação de pensamentos e de conceitos. A
carga horária mínima destinada ao processo de letramento e alfabetização
é de 280 horas-aula.
Por meio do Projeto Alfabetização Cidadã, a UCB contribui
com suas parcerias para o combate ao analfabetismo no DF
e para a diminuição dos índices de analfabetismo no Brasil. Nesse
contexto, destacamos as ações de sensibilização e mobilização
das comunidades para que exijam dos governos locais a oferta de
escolarização para jovens e adultos, e o incentivo e a garantia do
prosseguimento dos estudos (EJA).
O Alfabetização Cidadã recebe voluntários, estudantes, pesquisadores
e contribui para a formação de futuros professores e
outros profissionais. Por meio do trabalho voluntário, esses estudantes
adquirem experiências práticas em suas áreas específicas e
auxiliam na escolarização dos grupos atendidos pelo projeto.
Por conseguinte, o Alfabetização Cidadã está ancorado na
missão da Universidade Católica de Brasília, que é “Atuar solidária
e efetivamente para o desenvolvimento integral da pessoa
humana e da sociedade, por meio da geração e comunhão do saber,
comprometida com os valores éticos e cristãos, na busca da
verdade”. Assim, o projeto tem contribuído com uma parcela na
história da educação de jovens e adultos do Distrito Federal.
Alfabetização de jovens e adultos e o processo de migração do sinal analógico de TV para o digital: algumas aproximações
Num mundo cada vez mais voltado para as tecnologias, a televisão
se apresenta como o veículo de comunicação mais presente
nos lares brasileiros e fonte de informação e diversão. Integra a
cultura brasileira e abre espaços para as suas mais diversas formas
de expressão. Em face das inovações tecnológicas, esse veículo
possibilita ainda a ampliação dos espaços de interação, fazendo
surgir novas e diferentes formas de acesso à informação.
Nesse cenário, faz-se imprescindível abordar a migração do
sinal analógico de TV para o digital como um dos temas geradores
no processo de alfabetização de jovens e adultos. Essa abordagem
se dá com vistas ao atendimento dos objetivos propostos
para o Alfabetização Cidadã, bem como está em consonância com
a metodologia adotada pelo projeto. Balizada em uma metodologia
que leva em consideração o sujeito histórico e ideológico, em
que suas experiências e aprendizagens no mundo são levadas em
consideração no seu processo de escolarização, as atividades do
Alfabetização Cidadã se baseiam nos conhecimentos de mundo
dos alfabetizandos.
Nessa premissa, o ideário freireano defende que “a leitura
do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta
implica a continuidade da leitura daquele” (FREIRE, 1983, p.
22). Assim, o processo de alfabetização de jovens e adultos alcança
um sentido mais amplo, mais significativo, em que o ato de
ler e escrever são exercícios que integram o cotidiano do educando,
numa perspectiva mais crítica sobre a realidade social.
Arroyo (2006) contribui para esse debate ao afirmar que a
educação de jovens e adultos sempre fez parte da dinâmica mais
emancipadora da sociedade. Para o autor, uma educação voltada
para o público jovem e adulto se vincula muito mais aos processos de emancipação do que aos de regulação. Assim, as práticas metodológicas
devem estar voltadas às especificidades desse público,
com vistas à superação das desigualdades e à emancipação cidadã.
Para Gadotti:
Precisamos tornar a alfabetização de adultos parte integrante
do sistema educativo [...]. Os analfabetos tiveram
uma experiência negativa da escola e incluí-los
nela exige a adoção de metodologias e práticas educacionais
e culturais que não reproduzam os erros cometidos
antes, na escola que frequentaram e da qual foram expulsos (GADOTTI, 2013, p. 21).
Nesse contexto, a definição dos aspectos metodológicos
é fundamental para que esse processo se dê em um espaço de
exercício constante de diálogo. Esse diálogo deve fomentar um
processo interativo entre os saberes sistematizados e os saberes
socialmente construídos. É necessário priorizar as experiências e
considerar os desejos e as inquietações dos educandos, em face
de sua condição social no mundo. Diante da necessidade de melhor
compreensão dos processos voltados à migração da TV analógica
para a TV digital, fez-se uma parceria com o projeto do
curso de Comunicação da UCB intitulado Migração para o Sinal
Digital de TV Aberta, desenvolvido em parceira com a Seja Digital (BRASIL, 2016).
O envolvimento do Projeto Alfabetização Cidadã nesta pesquisa
diz respeito à sua responsabilidade social diante da necessidade
de fomentar o acesso à informação, principalmente no âmbito
dos direitos sociais. Considerando a televisão como uma ferramenta
importante no que tange ao acesso à informação, o projeto assumiu
sua responsabilidade social por meio de uma ação facilitadora voltada à melhor compreensão, por parte das alfabetizadoras e dos
educandos, do processo de transição e migração do sinal analógico
de TV para o digital.
Com vistas à elaboração desse trabalho conjunto, durante os
meses de agosto e setembro de 2016, a equipe do Alfabetização Cidadã
participou de palestras, rodas de conversa e oficinas realizadas
pela equipe de pesquisadores da UCB. Esses momentos foram
relevantes para o acesso às informações sobre o tema.
Com base nas informações adquiridas, a equipe do Alfabetização
Cidadã elaborou uma proposta de trabalho para que as informações
fossem divulgadas e mais bem compreendidas pelos educandos
do projeto. O objetivo central dessa proposta era divulgar
as informações sobre o processo de migração, com vistas à compreensão
desse processo, tanto no sentido operacional quanto no
de acessibilidade. Este último se refere, principalmente, ao direito
ao Kit gratuito e às vantagens que essa tecnologia oferece. Esse
objetivo está voltado para a importância do acesso à informação,
principalmente para o público que recebe benefícios do governo.
De acordo com o Portal Ciência, Tecnologia, Inovações e
Comunicações (BRASIL, 2016), cerca de 370 mil famílias teriam
direito a receber o equipamento que permite aos televisores mais
antigos receber o sinal digital de TV. Ainda segundo esse portal,
além do Distrito Federal, nove cidades de Goiás teriam o sinal analógico
desligado até o dia 26 de outubro de 2016. Nesse cenário e
diante da necessidade de divulgação dessas informações, o trabalho
no Alfabetização Cidadã teve início no mês de agosto de 2016.
Desenvolvimento
As atividades foram realizadas no período de agosto a outubro
de 2016 por meio de rodas de conversa, palestras e oficinas
que visaram esclarecer pontos importantes, como: distribuição dos
conversores no âmbito dos programas de governo; tipos de conversores;
possibilidades de acesso; desafios quanto à conexão, dentre outros. Os objetivos traçados para esse trabalho foram: a) reconhecer
a importância do processo de migração enquanto possibilidade
de mudança e de transformação social; b) capacitar as educadoras
para o trabalho junto aos educandos; c) aplicar metodologia
voltada à compreensão do processo de migração, como fomento
à aprendizagem significativa e à criatividade; d) contribuir para a
divulgação das informações referentes ao processo de migração
para a TV digital.
A estratégia definida para essa atividade consistiu no aprofundamento
sobre o tema com base na observação e na confecção
de um aparelho conversor. Inicialmente, foi realizada uma oficina
para 14 alfabetizadores do Alfabetização Cidadã. A oficina foi organizada
pelo Grupo de Pesquisa TV Digital, que disponibilizou os
equipamentos necessários e fez demonstrações in loco com vistas
à melhor compreensão do processo por parte das alfabetizadoras.
Após essa etapa inicial, foram realizadas rodas de conversa,
dentre outras atividades junto aos educandos nas salas de aula,
para a apresentação de material impresso cujo conteúdo informava
sobre o Cadastro Único.26 Esse material foi de extrema importância
nesse momento, uma vez que apresentava uma lista indicativa de
todos os programas sociais que compunham esse cadastro. Além
disso, disponibilizava as demais informações sobre a retirada dos
kits gratuitos para o público cadastrado. Na sequência, ainda nas
salas de aula, foi realizada uma oficina cujo objetivo era a confecção de um protótipo de um conversor digital feito com caixa de
sapato e acessórios de materiais escolares. Os educandos tiveram
a oportunidade de, além do acesso às informações, construir um
protótipo e, assim, puderam melhor compreender o processo de
instalação, bem como dos demais benefícios desse aparelho.
Sobre essas atividades desenvolvidas, apresentaremos a seguir
algumas reflexões, fundamentadas nos aportes teóricos que
fundamentam as ações do Alfabetização Cidadã e na opinião das
alfabetizadoras sobre esse trabalho. Para tanto, foi aplicado um
questionário, com perguntas objetivas e abertas, no intuito de obtermos
dados para melhor fundamentação das reflexões. Das 14
alfabetizadoras, seis solicitaram afastamento do projeto no ano de
2017, motivo pelo qual apenas oito participaram do processo de
coleta de dados.
Os dados levantados a partir das respostas advindas do questionário
foram analisados com base em Bardin (2010). A análise de
conteúdo, segundo a autora, é um conjunto de técnicas que têm por
objetivo a superação da incerteza e o enriquecimento da leitura.
Assim, faz-se necessária uma fundamentação e explicitação clara
de objetivos e de delimitação dos dados para a investigação.
O processo de migração para a TV digital e o trabalho junto aos jovens e adultos: o que dizem as alfabetizadoras
Os objetivos propostos para o trabalho dizem respeito aos
esclarecimentos das mudanças que o processo de migração para
a TV digital acarretará à sociedade e à capacitação dos educadores
diante da necessidade da divulgação dessa migração para os
educandos e suas comunidades. Portanto, as atividades com os
educandos se basearam em conhecer e compreender as mudanças
propostas com a adaptação desse novo recurso tecnológico.
Na opinião das educadoras, esses momentos foram fundamentais
para a melhor compreensão dos processos que permeiam
a migração para a TV digital. A seguir, apresentamos alguns dados
relativos a esse momento inicial.
É salutar, nesse contexto, trazer à discussão as ideias de Freire
(2000, p. 41): “ensinar exige a apreensão da realidade”. Para o
autor, ensinar exige a capacidade de aprender não apenas para nos
adaptar, mas, sobretudo, para transformar a realidade, para nela
intervir, recriando-a.
Nessa direção, segundo Arroyo (2006), uma pedagogia voltada
para jovens e adultos tem de partir de sujeitos que têm voz, que
têm interrogações, que participam do processo de formação. Esses
são sujeitos participantes de outros processos de formação, logo,
precisam de uma pedagogia que esteja em consonância com a realidade
ancorada em novo pensamento pedagógico.
Diante dessas ideias, podemos inferir que os processos de
capacitação e de formação continuada são imprescindíveis para a
construção de uma pedagogia que considere o sujeito como protagonista
do seu processo de aprendizagem. Para tanto, é preciso que
o educador assuma uma postura de pesquisador em face da necessidade
de melhor conhecer, tanto os fundamentos da educação de
jovens e adultos quanto para apreensão da realidade, com vistas a
transformá-la e recriá-la (FREIRE, 2000).
O acesso e o não acesso às informações, uma vez que,
os alfabetizadores, disseram que os alunos não tinham
conhecimento prévio sobre o processo de migração. Soma-se a
esse problema o fato de que esse público ainda está em processo
de alfabetização e, portanto, é importante discutir o quanto a aquisição
da leitura e da escrita é imprescindível nesse contexto.
Nesse sentido, faz-se importante trazer à baila as ideias de
Gadotti (2013), que nos alerta sobre o quanto precisamos da adoção de metodologias e práticas educativas e culturais que contribuam
para minimizar os erros cometidos pela escola que esses jovens
e adultos outrora frequentaram. É preciso repensar as práticas pedagógicas
voltadas para esse público, com vistas à superação do
analfabetismo, a fim de que as informações sejam, de fato, acessíveis a todos os cidadãos e cidadãs.
Quanto à confecção do protótipo do conversor, as alfabetizadoras
relataram que foi uma atividade inovadora que possibilitou
o esclarecimento de dúvidas, principalmente sobre o processo de
instalação do conversor. Alguns alunos puderam contribuir com
suas comunidades, divulgando as informações e compartilhando
os conhecimentos adquiridos em sala de aula.
No entanto, a construção desse aparelho não foi realizada em
uma das turmas. Segundo a alfabetizadora, essa turma já apresentava
conhecimentos sobre o processo de migração. Situada numa
região central do DF, levantamos a hipótese de que os estudantes
tiveram mais contato e/ou acesso às informações. Todos já tinham conversores, e a educadora abordou o tema e aproveitou os conhecimentos
do grupo para ampliar o debate sobre o processo de
interatividade.
Essa situação nos remete às ideias de Freire (2000), que nos
convida a refletir sobre o processo de autonomia e de participação
do educando nos processos pedagógicos.
Saber que devo respeito à autonomia, à dignidade e à
identidade do educando e, na prática, procurar a coerência
com este saber me leva inapelavelmente à criação
de algumas virtudes ou qualidades sem as quais aquele
saber vira inautêntico, palavreado vazio e inoperante
(FREIRE, 2000, p. 61).
Diante dessa reflexão, as necessidades e as demandas atuais
de aprendizagem são relevantes como forma de tema gerador no
processo de alfabetização. Ouvir o educando é ampliar as possibilidades
de expressão das suas ideias e também de suas inquietações
diante dos desafios pertinentes ao processo de aquisição da leitura
e da escrita.
Ao serem indagadas sobre os benefícios do processo de migração
para TV digital para os educandos e suas comunidades, as
respostas foram as seguintes: imagem de melhor qualidade; as letras
ficam mais nítidas; ampliação do número de canais e, consequentemente,
ampliação do acesso às informações. Ainda segundo
uma das educadoras do Alfabetização Cidadã,
[...] a importância do tema em questão se deu pelo fato de que
os nossos educandos precisavam compreender o funcionamento
de um conversor digital. A participação na oficina para a confecção
de um protótipo foi importante, uma vez que o educando
teve a oportunidade de manusear materiais diversos, de elaborar
hipóteses sobre o funcionamento do conversor e de aprender, na
prática, como instalá-lo. Esses conhecimentos foram estendidos
às suas comunidades (Alfabetizadora, 2017).
É importante destacar na fala dessa educadora o quanto esse
trabalho foi significativo para os educandos, assim como para as
reflexões que permeiam as metodologias adotadas no âmbito da
educação de jovens e adultos. Conforme nos diz Arroyo (2006,
p. 19), “uma educação voltada para o público jovem e adulto se
vincula muito mais aos processos de emancipação do que aos de
regulação”. Dessa forma, podemos compreender que a definição
das estratégias metodológicas implica o atendimento às especificidades
desse público. É preciso que haja, por parte dos educadores,
a proposição de métodos que tornem a aprendizagem mais significativa
com vistas a uma educação emancipadora e cidadã.
Conclusão
O trabalho realizado pelo Projeto Alfabetização Cidadã, em
parceria com a Entidade Seja Digital, cumpriu uma das premissas
de um projeto de extensão, ou seja, oportunizou o debate sobre
os sistemas de comunicação, o acesso à informação como direito
social e revelou o quanto precisamos refletir sobre o acesso às
informações no nosso país, sobretudo no âmbito da educação de
jovens e adultos. Reconhecer a importância desse projeto integra
o compromisso e a responsabilidade do Alfabetização Cidadã com
seus educandos e com as comunidades nas quais estão inseridos. O
processo de capacitação das educadoras culminou em aprendizados
significativos e voltados às necessidades tanto das educadoras
quanto dos educandos.
Os temas ligados à migração digital foram debatidos e trabalhados
nas turmas do Alfabetização Cidadã, entre os meses de
agosto e outubro de 2016, o que contribuiu para a ampliação dos
conhecimentos dos educandos sobre o tema, além de incentivá-los
a aprofundar os conhecimentos previamente adquiridos. A confecção do protótipo contribuiu para um aprendizado mais significativo,
uma vez que a atividade foi desenvolvida numa perspectiva de
aproximação entre teoria e prática.
À equipe de alfabetizadoras que participou desse projeto em
2016, o nosso agradecimento.
Amanda Vieira Teles; Cláudia Damiana da Silva Teixeira;
Edivanete de Souza Pereira; Eliam Cássia Cruz dos Reis; Eunice
Nascimento dos Santos; Ivani Pires Júlio Lima; Maria das Montanhas
Gonçalves do Nascimento; Maria do Socorro Silva; Maria
Lúcia Souza Diniz; Maristela Vicente dos Santos; Onília Martins
dos Santos; Otília Azevedo Lima; Silvana Alves Machado; Valdomira
Dionísio de Jesus Pereira; Williane Carvalho. Tânia Maria
Silveira Varela e Rogéria Cristina S. Teixeira (voluntárias).
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